Logística

Exportação de pescados: conheça normas e o potencial de mercado 2025

Emergentcold
novembro 4, 2025

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A exportação de pescados é uma das atividades mais desafiadoras do setor de proteína animal. Como garantir que carnes de peixe e frutos do mar cheguem frescos, seguros e dentro das exigências internacionais de qualidade?

Esse desafio ganha força quando olhamos para o crescimento do setor. Só no primeiro trimestre de 2025, o Brasil bateu recorde e exportou US$ 18,5 milhões em pescado de cultivo, um aumento de 112% em relação ao ano anterior, segundo o Comexstat. 

Oportunidade não falta — o que falta é preparo para aproveitá-la, especialmente no atual cenário tarifário e regulatório.

Da captura ao desembarque, cada detalhe conta. Armazenamento correto, transporte monitorado, conformidade regulatória e rastreabilidade são condições básicas para competir em um mercado cada vez mais exigente.

Ao longo deste artigo, vamos mostrar como funciona o processo de exportação de pescados e quais são as principais normas que regem o setor. Abordamos ainda os atuais desafios e oportunidades de mercado para quem deseja se destacar globalmente.

exportação de pescados

Como funciona o processo de exportação de pescado?

O processo de exportação de pescados começa na captura e no processamento e depois segue para o armazenamento. Em seguida, passa pela emissão da documentação exigida e, por fim, avança para o transporte monitorado da carga.

Cada uma dessas etapas é interdependente, ou seja, dependem umas das outras. Por exemplo, possíveis falhas na documentação atrasam a liberação, da mesma forma que problemas de transporte comprometem a temperatura e a vida útil dos produtos. 

Por isso, o sucesso da exportação depende de uma gestão integrada da cadeia de frio, alinhada a normas internacionais e boas práticas logísticas.

Vamos explorar esse processo mais a fundo a seguir!

Armazenamento

Logo após a captura e o processamento, o pescado deve ser colocado em câmaras refrigeradas ou frigoríficas para preservar sua integridade. 

Para peixes frescos, a faixa adequada é de 0 °C a 5 °C; já para congelados, é de –18 °C ou menos. Esse cuidado inicial garante que o produto mantenha suas características sensoriais até ser transportado — e entregue.

Nesse contexto, o uso de embalagens isotérmicas e caixas térmicas de alta qualidade é igualmente essencial. Afinal, minimiza oscilações térmicas, protege contra impactos e reduz riscos de contaminação durante a armazenagem temporária.

Documentação

Enquanto o pescado permanece armazenado, inicia-se a emissão da documentação obrigatória para liberação da exportação. 

Entre os principais documentos estão: 

  • fatura comercial, que descreve a mercadoria e as condições de venda;
  • conhecimento de embarque, emitido pela transportadora; 
  • certificado de origem, que atesta o país de procedência; 
  • certificados fitossanitários, que comprovam a sanidade do produto.

Manter toda essa documentação em conformidade é essencial para evitar atrasos e complicações aduaneiras. 

Mais adiante vamos abordar, ainda, as normas e padrões internacionais que regem essas exigências.

Transporte

Com a documentação aprovada, o pescado é embarcado em veículos refrigerados ou contêineres específicos para longas distâncias, seja por via marítima, aérea ou multimodal. 

Sobretudo nessa etapa, as condições de temperatura são críticas: 0 °C a 5 °C para frescos e –18 °C ou menos para congelados.

Durante o transporte, a carga deve ser acompanhada por sistemas de rastreamento em tempo real, que permitem identificar variações e corrigir falhas de imediato. 

Além disso, a higienização rigorosa de veículos e contêineres é indispensável para garantir segurança alimentar e prevenir contaminações.

Monitoramento da carga

O monitoramento é contínuo desde a saída do armazém até a chegada ao destino final. Tecnologias como IoT, sensores e rastreamento digital possibilitam relatórios constantes sobre temperatura e localização, garantindo visibilidade total da operação.

Em países da América Latina, onde a infraestrutura pode representar desafios adicionais, soluções como roteirização inteligente e transporte multimodal são fundamentais. 

Essas tecnologias ajudam a otimizar prazos, reduzir riscos de falhas e assegurar que o pescado chegue ao destino com qualidade preservada.

Saiba mais: Logística Internacional: como funciona e desafios

exportação de pescados

Normas regulatórias para a exportação de peixes

Entre as mais reconhecidas normas para a exportação de peixes, estão os programas baseados em HACCP (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), além de práticas como GMP (Boas Práticas de Fabricação) e SSOP (Procedimentos Padrão de Higiene Operacional). 

Essas diretrizes são exigidas por mercados exigentes como Estados Unidos, União Europeia e Canadá.

Na América Latina, cresce a adoção de certificações alinhadas à GFSI (Global Food Safety Initiative), como FSSC 22000, BRCGS e IFS Logistics, que demonstram ao mercado internacional o compromisso das empresas com a conformidade. 

Outro diferencial competitivo é o OEA (Operador Econômico Autorizado), que agiliza processos aduaneiros e reduz burocracias no comércio exterior.

O mercado internacional de exportação de pescados em 2025: desafios e oportunidades

O mercado internacional de exportação de pescados mostra força, ainda que em um cenário de incertezas. 

Só no primeiro trimestre de 2025, o Brasil bateu recorde ao exportar US$ 18,5 milhões em pescado de cultivo, um crescimento de 112% em relação ao mesmo período de 2024 (Comexstat). 

A tilápia representou 95% do total exportado, e os Estados Unidos concentraram 90% das compras (Embrapa). 

Além dos americanos, países como Canadá, Chile e México também ampliaram suas importações, enquanto a União Europeia segue sendo um destino estratégico para pescados congelados.

Apesar do desempenho, o setor enfrenta o impacto do chamado Tarifaço dos EUA

Em julho de 2025, 1.500 toneladas de peixes e frutos do mar, armazenadas em 58 contêineres frigoríficos, deixaram de ser embarcadas com destino ao mercado americano, segundo a Abipesca.

Não há dúvidas de que notícias como essas geram apreensão em toda a cadeia produtiva.

Por outro lado, na avaliação de David Palfenier, presidente da Emergent Cold LatAm, os efeitos vêm sendo limitados. 

“Do ponto de vista da Emergent Cold LatAm, não temos visto efeitos ou quase nenhum efeito. Talvez, por algumas semanas, alguém tenha que guardar um pouco mais de produto enquanto tiram documentação pra outro país. Mais do que isso, não tem sido um grande efeito”, disse em entrevista à CNN Brasil

Para Palfenier, a resiliência do setor vem do redirecionamento ágil das exportações para outros países. Nesse contexto, volta à pauta a necessidade de diversificar mercados

O desafio regulatório, somado às tensões comerciais, mostra que explorar novos destinos e investir em eficiência logística são passos fundamentais para consolidar o potencial do setor no cenário global.

Veja a entrevista completa de David Palfenier, presidente da Emergent Cold LatAm, para a CNN:

Como garantir a qualidade de pescados em processo de exportação?

Para que os pescados cheguem ao destino com frescor e segurança, alguns pontos não podem ser negligenciados. Confira as etapas mais críticas no checklist a seguir:

  • Temperatura controlada: manter de 0 °C a 5 °C para frescos e –18 °C ou menos para congelados.
  • Armazenamento adequado: uso de câmaras frigoríficas higienizadas e preparadas para cada tipo de carga.
  • Embalagens especializadas: caixas isotérmicas e materiais de alta resistência que evitem oscilações térmicas.
  • Higienização rigorosa: limpeza constante de armazéns, contêineres e veículos para prevenir contaminações.
  • Monitoramento em tempo real: sensores e IoT para rastrear temperatura e localização da carga durante todo o percurso.
  • Rastreabilidade completa: registro de cada etapa para garantir transparência e confiança junto aos importadores.

Com esses cuidados, os exportadores reduzem perdas e asseguram que os pescados mantenham a mesma qualidade da origem até o destino final.

Aproveite e confira no vídeo a nova operação para o armazenamento de alimentos secos, refrigerados e congelados da Emergent Cold LatAm em Guarulhos, São Paulo

Conheça as soluções logísticas da Emergent Cold LatAm para a cadeia de frio

O processo de exportação de pescados exige mais do que cumprir normas ou atender prazos: é preciso oferecer confiança em cada etapa da operação

Para isso, práticas sólidas de cadeia de frio, documentação correta e monitoramento contínuo são determinantes.

Na Emergent Cold LatAm, oferecemos tecnologia avançada, infraestrutura moderna e presença estratégica nos principais mercados da região. 

Nossas soluções cobrem desde o armazenamento até o transporte internacional, com monitoramento em tempo real e equipes especializadas em perecíveis.

Dessa forma, sua empresa tem previsibilidade, reduz desperdícios e amplia a competitividade no setor de pescados. 

Descubra como nossas soluções em logística refrigerada de alimentos podem apoiar sua empresa em todas as etapas da cadeia de frio e abrir novos caminhos para o crescimento.

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Nossa experiência em proteger seu produto ao longo da cadeia de suprimentos nos torna uma escolha diferenciada na América Latina.

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