A exportação de mirtilo ganhou protagonismo global nos últimos anos, impulsionada por mudanças no consumo alimentar e pela busca por produtos saudáveis e de alta qualidade. Nesse cenário, o Peru se consolidou como o principal player mundial, transformando regiões antes áridas em pólos produtivos altamente eficientes.
Esse avanço não aconteceu por acaso. Com investimentos em irrigação, tecnologia e logística, o país acelerou sua capacidade agroexportadora, alcançando resultados expressivos.
O mirtilo, por exemplo, passou de uma cultura inexistente antes de 2008 para um dos principais produtos da pauta exportadora, com exportações que ultrapassaram US$ 2,2 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação.
Ao longo deste artigo, você vai entender por que o mirtilo peruano ganhou espaço nos mercados internacionais, como o país estruturou sua cadeia produtiva e qual é o papel estratégico da cadeia de frio nesse processo.

Por que a exportação de mirtilo está em forte expansão global?
O crescimento da exportação de mirtilo está ligado à maior valorização de alimentos saudáveis, práticos e nutritivos pelos consumidores.
Esse movimento impulsiona a expansão do mercado global desses tipos de produtos, que deve crescer US$ 697,1 bilhões entre 2025 e 2030, com taxa composta anual (CAGR) de 10%, segundo a Technavio (empresa canadense de dados de mercado).
Nesse contexto, mercados consumidores como a Europa — importante destino das exportações deste produto —, devem concentrar mais de 32% do crescimento do setor, reforçam o potencial de expansão para frutas como o mirtilo no comércio internacional.
Reconhecido como um “superfood”, o fruto é rico em antioxidantes, vitaminas e fibras (atributos que o posicionam como um produto premium no varejo internacional). Além disso, sua versatilidade amplia as possibilidades de consumo, que vão desde o consumo in natura até aplicações na indústria de alimentos e bebidas.
Outro fator que reforça esse dinamismo é a expansão dos mercados importadores. Estados Unidos, Europa e China lideram o consumo global, mas países da Ásia e do Oriente Médio também vêm ampliando suas importações, o que aumenta a competitividade e a demanda por fornecimento contínuo.
Diante desse contexto, produtores capazes de garantir escala, regularidade e qualidade ao longo do ano ganham vantagem competitiva — exatamente o cenário em que o Peru se destaca.
Como o Peru se tornou o maior exportador mundial de mirtilo?
A liderança do Peru na exportação de mirtilo está relacionada à sua capacidade de produção estratégica. Diferentemente de outros países, o território peruano permite colher a fruta em períodos em que o hemisfério norte enfrenta baixa oferta.
Esse fator cria uma janela comercial altamente vantajosa, permitindo que o país abasteça mercados internacionais em momentos de maior demanda e menor concorrência.
Além disso, regiões como Ica, La Libertad e Lambayeque passaram por uma transformação estrutural, com investimentos em irrigação e tecnologia agrícola que viabilizaram o cultivo em larga escala. O resultado foi uma rápida expansão da produção, aliada a altos padrões de qualidade.
Outro diferencial é o modelo agroexportador adotado pelo país, que prioriza eficiência, rastreabilidade e integração logística. Isso permite que grandes volumes sejam processados e preparados para exportação em prazos reduzidos, mantendo a competitividade no mercado internacional.
Todos esses fatores consolidaram o Peru como o maior exportador global de mirtilo.
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Regiões estratégicas: onde o mirtilo é produzido e preparado para exportação?
A região de Ica simboliza a transformação agrícola do país. Segundo reportagem da BBC Mundo, a área era um deserto até os anos 1990, mas atualmente concentra grandes plantações irrigadas, com alto nível de produtividade.
Na mesma direção, La Libertad se consolidou como um dos principais polos de produção de mirtilo, com forte presença de empresas exportadoras e infraestrutura voltada ao processamento da fruta. Lambayeque também vem ganhando relevância, ampliando a capacidade produtiva do país.
Essa estrutura produtiva se conecta diretamente a uma base logística eficiente. Os portos de Callao e Paita desempenham papel fundamental como principais portas de saída da produção, conectando o Peru aos mercados internacionais por meio de rotas marítimas estratégicas.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Irrigação do Peru, o país se mantém como o maior produtor e exportador mundial da fruta, com exportações que ultrapassaram US$ 2,216 bilhões entre janeiro e novembro de 2025, representando 19,1% das exportações agrícolas não tradicionais.
Esse protagonismo é resultado de um crescimento acelerado: os embarques saltaram de 10,2 mil toneladas em 2015 para 325,5 mil toneladas em 2024, com taxa média anual de crescimento de 47%, acompanhando a expansão da demanda global.

Por que a cadeia de frio é decisiva na exportação de mirtilo?
A qualidade do mirtilo depende do controle rigoroso de temperatura após a colheita. Diferente de produtos menos sensíveis, a fruta possui alta perecibilidade e exige condições específicas para preservar suas características.
Logo após a colheita, o mirtilo precisa passar por processos rápidos de resfriamento, conhecidos como pre-cooling, para reduzir a temperatura e desacelerar a deterioração. A partir desse ponto, toda a cadeia logística deve manter condições controladas de temperatura e umidade.
Qualquer falha nesse processo pode comprometer a textura, o sabor e a vida útil do produto, gerando perdas e prejuízos. Além disso, mercados importadores exigem padrões rigorosos de qualidade e segurança alimentar, o que torna o monitoramento contínuo ainda mais necessário.
Outro desafio é o tempo de trânsito. Como grande parte das exportações é realizada por via marítima, garantir estabilidade térmica ao longo de toda a viagem é essencial para que o perecível chegue em perfeitas condições ao destino final.
Segundo Cristian Cornejo, Diretor Comercial da Emergent Cold LatAm para o Chile e Peru, operações eficientes dependem da capacidade de construir processos previsíveis, controlados e escaláveis.
Nesse cenário, a cadeia de frio deixa de ser um diferencial e passa a ser um requisito básico para competir no mercado global.
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O papel da logística no futuro da exportação de mirtilo
O avanço da exportação de mirtilo no Peru mostra como a combinação entre produção eficiente e logística especializada pode transformar um país em líder global em poucos anos.
Com a demanda internacional em crescimento e mercados cada vez mais exigentes, a tendência é que a cadeia logística se torne ainda mais estratégica. Eficiência operacional, controle de temperatura e capacidade de escala são fatores determinantes para sustentar esse crescimento.
Nesse cenário, contar com parceiros especializados em cadeia de frio deixa de ser apenas uma opção e passa a ser uma necessidade para empresas que buscam competitividade e expansão internacional.
O caso peruano é um exemplo claro de como a integração entre produção e logística pode impulsionar resultados e abrir novos mercados, consolidando o mirtilo como uma das principais commodities agrícolas da atualidade.
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Nossas soluções são projetadas para preservar a qualidade da fruta desde o pós-colheita até a entrega nos mercados internacionais, proporcionando controle rigoroso de temperatura e redução de perdas.
Com infraestrutura localizada próxima aos principais polos produtivos e portos do Peru, aliada a expertise em cadeia de frio, oferecemos eficiência operacional, agilidade e confiabilidade em cada etapa da operação. Isso permite que nossos clientes atendam às exigências dos mercados globais com mais segurança e consistência.
Mais do que armazenagem, atuamos como parceiros estratégicos, apoiando empresas na otimização de suas operações logísticas e no ganho de competitividade internacional.


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